terça-feira, 15 de junho de 2010

Audi confirma A1 para ano que vem no Brasil

Durante a 10ª edição do Challenge Bibendum, tradicional evento que mostra produtos e soluções de mobilidade para o futuro, a Audi confirma que o pequeno A1 vai ser vendido no mercado brasileiro no primeiro semestre do ano que vem. O carro será o menor modelo da marca alemã no país, que terá como principais concorrentes Mini Cooper e Citroën DS3. Num primeiro momento, estará disponível apenas com motor a gasolina, mas será oferecido com motor flex, que está em fase final de desenvolvimento.
Este será o menor modelo da marca no Brasil


O primeiro modelo que a Audi vai vender no Brasil com motor que aceita álcool e gasolina será o sedã A4, que está com a chegada acertada para dezembro do ano que vem. Por enquanto, a marca alemã mostra seu protótipo elétrico e-Tron, com linhas baseadas no superesportivo R8 no evento que está sendo realizado no Rio de Janeiro. A ideia de apresentar esse protótipo é mostrar a tecnologia que a marca detém e chamar a atenção do governo brasileiro, já que a venda de carros elétricos no Brasil depende de incentivos.


quinta-feira, 10 de junho de 2010

Renault lança linha 2011 do Sandero

A Renault divulgou nesta quarta-feira (9) a linha 2011 dos modelos Sandero e Sandero Stepway, que começam a ser vendidos esta semana nas concessionárias da marca. A versão de entrada do hatch, Authentique, parte de R$ R$ 29.690 e pode ser equipado com o pacote “Pack Plus”, que traz agora maçanetas internas e difusores de ar na cor prata.


O modelo Expression, que parte de R$ 32.440 (1.0 16V Hi-Flex) e de R$ 34.740 (1.6 8V Hi-Torque) passa a contar de fábrica com espelhos retrovisores na cor da carroceria, manopla de câmbio com acabamento de alumínio e maçanetas e difusores de ar em prata. Já a versão topo de linha, Privilége, adota de série rodas de liga leve de 15 polegadas.

Outra novidade da nova linha é o motor 1.6 de 16 válvulas para a versão aventureira Stepway, a única da gama do Sandero a receber o propulsor de 112 cavalos com álcool.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Camaro como nos velhos tempos.

Esportivo europeu é o que não falta. Basta dar uma voltinha na (avenida) Europa para a gente encontrar dezenas de máquinas italianas, alemãs e inglesas, tanto nas lojas de importados como passeando na rua. Perto delas, os clássicos muscle cars americanos (Dodge Challenger, Chevrolet Camaro e Ford Mustang) tendem a perder um pouco de brilho. Mas algo está mudando nesse cenário.A Chevrolet anunciou que vai vender o Camaro no Brasil ainda este ano. O lançamento oficial deverá ser no Salão do Automóvel, em outubro.

As vendas estão previstas para começar após a exposição, mas ainda não há nenhuma definição sobre preço. Uma coisa, porém, é certa: na falta de tecnologia e prestígio para peitar os europeus, o Camaro deverá chegar por um preço competitivo. Pelo menos é isso o que já ocorre com os modelos trazidos por importadores independentes. Na Forest Trade, o Camaro SS V8 custa de R$ 198 mil a R$ 250 mil, dependendo dos opcionais. Por esse preço, não há nada tão potente (426 cv).



O Camaro 2010 é fiel às origens. O estilo retrô do cupê segue as linhas do modelo produzido entre 1967 e 1969. Tem frente longa, duas portas, teto descendente, traseira curta e lanternas duplas. Até a cor da unidade cedida pela importadora Forest Trade é semelhante à do modelo dos anos 60.

Um pouco de atenção e a gente percebe que nem tudo é tão saudosista assim. As enormes rodas de 20 polegadas usam pneus Pirelli Pzero largos e baixos (245/45 na frente e 275/40 atrás). Atrás delas, aparecem os freios a disco nas quatro rodas da Brembo.



Dosando a aceleração e a embreagem, o Camaro SS mostra na prática o que significa o termo “muscle car”: o cupê faz de 0 a 100 km/h em 5,8 segundos, apenas 0,1 s a mais que o tempo obtido pelo Porsche Panamera S (V8 de 400 cv).

Méritos para o motor LS3 do Camaro, basicamente o mesmo que estreou no Corvette 2008. Graças à cilindrada elevada (6.2), esbanja não apenas potência, mas também tem torque de sobra: são 58 kgfm a 4.600 rpm. Isso explica a necessidade de se dosar muito bem o acelerador nas arrancadas. Os projetistas foram saudosistas no número de válvulas (apenas duas por cilindro) e na árvore de comando (somente uma), mas avançados na escolha do material do bloco (alumínio).

Uma curiosidade: a Chevrolet tem dois motores V8 para o Camaro. Um para o modelo equipado com câmbio manual (LS3) e outro para o modelo automático (L99). No caso do L99, a potência cai de 426 para 400 cv, assim como a taxa de compressão, que baixa de 10,7:1 para 10,4:1. Só na versão automática o motor conta com sistema de desligamento automático de quatro cilindros, para economia de combustível.

Voltando ao nosso LS3, o motorista precisa de tempo para se acostumar ao câmbio Tremec de seis marchas, porque a alavanca tem curso um pouco longo. Em ritmo tranquilo, não há problemas, mas com aceleração máxima os engates não são tão precisos. O volante de grandes dimensões deixa claro que os designers procuraram seguir à risca a proposta original do carro. Apesar da pegada retrô, no entanto, a direção acomoda os comandos de som e do controlador de velocidade. Na versão automática (seis velocidades), traz alavancas para mudança de marchas.

Para um esportivo, é notório que a direção poderia ser um pouco mais direta. Mas no Camaro o acerto de direção e suspensão claramente privilegia o conforto e a tocada suave, apesar do motor nervoso. Isso significa que a suspensão é macia, e que você sempre precisa fazer um movimento um pouco além do ideal para contornar curvas.

Embora apresente uma forte tendência de inclinação em curvas, o Camaro é estável, graças à suspensão independente nas quatro rodas e também aos enormes pneus. A aerodinâmica é boa. A Chevrolet informa Cx de 0,35 no Camaro SS. Para se ter uma ideia, o moderníssimo Audi R8 Spyder tem Cx de 0,37. Uma forte característica do Camaro são os vidros pequenos. Tanto o para-brisa como os vidros laterais têm dimensões reduzidas. Essa solução dá um aspecto agressivo ao cupê, e tem precedentes: o Chevrolet aparentemente bebeu na mesma fonte do Chrysler 300 C. Se direção e suspensão têm comportamento suave, os freios confirmaram as melhores expectativas: de 80 km/h a 0, o Camaro precisou de apenas 23,7 metros.




O painel é bem espartano, e busca reproduzir o estilo do modelo antigo. Tem saídas de ar de desenho simples e quadro de instrumentos retangulares. O desenvolvimento do cupê foi feito conjuntamente entre os times de engenharia dos EUA e da Austrália, e parece que o pessoal da Oceania levou a melhor pelo menos em um item: eles conseguiram instalar a alavanca do freio de mão do lado direito do túnel central. É bom para quem usa o volante do lado direito (a exemplo deles). Para a gente (e para os norte-americanos), não.

No quadro de instrumentos, o computador de bordo convive com um grafismo tradicional no velocímetro (escala até 180 milhas/hora) e no conta-giros (que vai a 6.500 rpm, início da faixa vermelha). Chegar ao banco traseiro não é uma tarefa complicada, porque as (duas) portas são imensas, e o movimento dos bancos para a frente é muito simples. O espaço atrás é bom, mas apenas para duas pessoas.




Além do Camaro SS, o único disponível com motor V8, o cupê é oferecido também com motor 3.6 V6 de 304 cavalos. Tem menos potência, mas é mais moderno: ao contrário do V8, possui quatro válvulas por cilindro, comando duplo e injeção direta de gasolina.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Novo Uno

Desde o lançamento no Brasil, em 1984, o Uno é praticamente o mesmo. Nessas mais de duas décadas, o compacto de entrada da Fiat recebeu apenas pequenas alterações, mas manteve sempre a essência de carro racional, que fez dele por muito tempo o zero quilômetro mais barato do país e até hoje um dos modelos mais vendidos no mercado nacional.

No entanto, a própria fabricante se questionou: Por que tudo que é honesto tem que ser caro? A resposta a indagação é a nova geração do Uno, compacto que exigiu três anos de desenvolvimento para chegar à fórmula de um modelo barato, com certo apelo emocional e o estilo “quadradão” da versão anterior.



A evolução foi tão expressiva que obrigou a fabricante a colocar a nova geração em uma categoria superior e manter na linha de produção o Mille, que já havia perdido o nome Uno, em 2008, para se diferenciar do irmão maior que estava por vir. Por enquanto, o novo compacto será vendido apenas na configuração quatro portas. O modelo mais barato chega em junho a partir de R$ 25.550.

No desenho do novo Uno, a régua foi substituida pelo compasso, o que deixou todos os cantos da carroceria mais arredondados. Apesar das linhas mais curvas, a identidade visual do modelo foi mantida nos detalhes. O formato quadrado está presente na caixa dos faróis de neblina, nas rodas de liga-leve, no contorno do nome do carro, dentro dos faróis e lanternas e na dianteira do carro com os três ‘quadradinhos’ que, de acordo com os designers responsáveis pelo projeto, simbolizam toda a proposta do novo modelo.

Para os que não se contentam apenas com uma carroceria diferente, há seis kits de personalização com temas que incluem adesivos, revestimento na área do quadro de instrumentos e novos desenhos no tecido dos assentos. Todas as opções são de bom gosto e dão um ar de requinte na cabine. O revestimento do interior é quase 100% em plástico, mas o destaque está na forma, na mescla de tons e na textura das peças.


O painel é oval, com grafismo moderno, indicador de temperatura e combustível digital e contorno cromado no velocímetro, características que lembram o compacto premium Fiat 500. Os comandos de acionamento do vidro também são semelhantes ao do carrinho, as saídas de ar arredondadas parecem como as do Dobló e o console de teto (disponível de série apenas na versão topo de linha) é emprestado do Idea. A saída escolhida pela Fiat para dar mais sofisticação ao Uno é inteligente, pois apesar de unir as formas de outros modelos da marca, o conjunto ficou harmonioso e não pesou no preço do carro de entrada.

O espaço interno e a posição de dirigir, que sempre foram elogiados, estão melhores. O entreeixos de 2,37 metros é o menor entre os concorrentes, no entanto os bancos foram reposicionados para oferecer mais conforto para as pernas. Se a área não for suficiente, o assesnto do motorista pode correr mais 2 cm para trás. Basta retirar uma peça plástica do trilho que limita a distância do banco.

Os motores também mudam. As versões 1.0 e 1.4 Fire receberam alterações mecânicas e agora são diferenciadas do restante da linha pela sigla EVO. Eles estarão disponíveis apenas para o novo Uno, mas devem passar a equipar os próximos lançamentos da marca.

O motor menor teve as bielas alongadas, adotou pistões mais leves, que reduziram o atrito, e ficou 11 cavalos mais potente. Os 75 cv (álcool) fazem diferença nas acelerações e retomadas de velocidade. O carro é ‘espertinho’ e responde bem as pisadas no acelerador. Já o 1.4 é mais amarrado, apesar de seus 88 cv e 12,5 kgfm de torque, ambos com álcool.

O motor menor teve as bielas alongadas, adotou pistões mais leves, que reduziram o atrito, e ficou 11 cavalos mais potente. Os 75 cv (álcool) fazem diferença nas acelerações e retomadas de velocidade. O carro é ‘espertinho’ e responde bem as pisadas no acelerador. Já o 1.4 é mais amarrado, apesar de seus 88 cv e 12,5 kgfm de torque, ambos com álcool.


Em baixa velocidade, o desempenho é muito próximo ao do 1.0. Mesmo assim é a melhor opção para quem não dispensa o uso do ar-condicionado. A Fiat Powertrain (FPT), que assina os motores, afirma que o consumo de combustível no propulsor maior foi reduzido em até 5%. Os dados de medição da fabricante apontam a média de 10,3 km/l com álcool no uso urbano.

O câmbio é macio como o do Palio, mas a suspensão é mais rígida e a estrutura do carro foi reforçada, o que deixou o compacto mais firme ao volante. Pela altura, que é de 1,48 metros (o mais alto entre os rivais), a carroceria inclina um pouco nas curvas, mas não chega a comprometer a estabilidade. Para atender as novas normas de segurança veicular que entram em vigor em 2014, a Fiat oferece como opcional os freios ABS e o duplo airbag por cerca de R$ 2.500.

É exatamente nos itens opcionais que o modelo se aproxima ainda mais do segmento B, liderado pelo Volkswagen Gol e que já tem o Palio como representante da marca. A versão de entrada Vivace 1.0, que parte de R$ 27.390 (com quatro portas), tem como diferencial de série apenas o econômetro no lugar do conta-giros.

Na versão topo de linha, que beira os R$ 32 mil, os itens são, além dos apetrechos aventureiros, para-choques pintados na cor da carroceria, pneus 14”, comando interno de abertura do porta-malas e da tampa de combustível, lavador e desembaçador do vidro traseiro, comando manual interno de regulagem do retrovisor, regulagem de altura do volante e console de teto. Trio elétrico, direção hidráulica, ar-condicionado e regulagem de altura dos bancos são oferecidos como opcionais em todas as versões.

Temendo a concorrência interna, a Fiat reduziu em cerca de R$ 600 os preços do Mille e Palio. A diferença para o Mille é lógica, mas o desconto no Palio, que passa a custar apenas R$ 750 a mais que o Uno, sugere que a marca pretende, pelo menos por enquanto, tirar o hatch de campo na disputa contra o Gol. Juntas, as vendas do Mille - terceiro colocado no ranking de vendas - e do novo Uno podem acabar com o reinado do carro de entrada da Volkswagen, cujas vendas englobam o G4 e o Novo Gol. Agora, são dois contra dois.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Historia, lemas, Piadas de Carros: História do Uno no Brasil

 História do Uno no Brasil

Lançado em 1984 no Brasil, apenas um ano e meio depois de seu
lançamento na itália, o novo modelo inaugura por aqui um conceito inédito de carro: “pequeno por fora e grande por dento”. Trazia novos
conceitos de design, interior mais claro e confortável do que outros modelos de classe superior, boa aerodinâmica e baixo consumo de combustível.

De início apenas com três portas, mantinha as linhas do modelo italiano, mas com uma importante diferença: o capô envolvia parte dos para-lamas para permitir a acomodação do estepe no cofre do motor, (como no Fiat 147) de maneira a ampliar o porta-malas e evitar o incômodo de ter de descarregá-lo para o acesso ao estepe. Por conta disso, a entrada de ar para a cabine precisou ser deslocada do centro (como no original italiano) para a direita, em zona de menor pressão aerodinâmica. Assim, a ventilação interna acabou não sendo o forte da versão brasileira, devido à menor captação de ar.

Outras alterações do projeto original, de ordem mecânica, previam melhor adaptação do carro às condições nacionais de rodagem, além do aproveitamento de componentes do 147. Deste vinham os motores de 1.048 cm3 a gasolina (52 cv, 7,8 m.kgf), para a versão S, e de 1.297 cm3 a gasolina (58,2 cv, 10 m.kgf) e a álcool (59,7 cv, 10 m.kgf), para as versões S e CS. Com desempenho razoável (velocidade máxima entre 140 e 150 km/h), tinham na economia de combustível seu destaque.

Nosso Uno também herdava de seu antecessor a suspensão traseira independente McPherson, com feixe de molas transversal atendendo os dois lados da suspensão. A Fiat dizia ter constatado em testes que os amortecedores do italiano não duravam mais que 5.000 km sob uso intensivo, optando por trocar toda a suspensão. E foi ela a responsável pela mudança no capô que permitiu o estepe no compartimento do motor: havia pouco espaço no porta-malas para ele (no modelo italiano o estepe ficava entre os braços do eixo de torção).
 Em 1987 o uno ganhava um modelo esportivo com motor Sevel 1.5, com pintura externa diferenciada e acabamento interno com nova padronagem nos tecidos dos bancos e laterais. As rodas esportivas e em liga leve e amortecedores pressurizados otimizavam a correlação entre conforto, estabilidade e segurança.

Em 1990 eram produzidos os primeiros Unos com motor 1000cm3 de cilindrada (iniciando uma nova era do mercado nacional - a dos carros "populares"). O Uno Mille - como foi batizado - foi concebido para ser prático, econômico e mais barato. No mesmo ano a versão R recebe motor Sevel 1.6 álcool e gasolina (88 e 84 cv), no lugar do Sevel 1.5 anterior.

Em 1992 o Uno ganhou a sua primeira versão 4 portas, sendo o primeiro do segmento a apresentá-las. Iniciou-se neste ano a popularização do Uno no Brasil.

Entre 1992 e 1993 a motorização Fiasa 1.5 recebe injeção eletrônica digital monoponto magnetti-marelli, passando a ser denominada 1.5ie, tornando-se mais econômica e menos poluente. Na motorização 1.0 a injeção eletrônica (monoponto) só seria implantada em 1995.

Ainda em 1993, a versão 1.6R recebe injeção eletrônica bosh analógica em substituição ao antigo carburador, melhorando seu desempenho. A versão recebe o nome de 1.6R MPI, e em 1996 ganharia injeção eletrônica digital e passaria a se chamar apenas 1.6 MPI.
Em 1994 a Fiat inova o mercado brasileiro produzindo o primeiro carro nacional com motor turbinado de série, com 116cv de potência. O Uno Turbo combina motor 1.4 italiano com layout exclusivo para o Brasil (parachoques, saia e moldulas de paralama exclusivos, e rodas de liga-leve aro 14). Esse modelo foi produzido até 1996 e até hoje é sucesso e sonho de consumo entre os admiradores de Fiat Uno no Brasil.

Em 2001 surge a motorização FIRE 1.0 (multiponto) a gasolina, com potência de 55cv e destaque para a economia de combustível e ótimo torque em baixas rotações. Mais tarde, em 2005, esse motor passaria por alterações e ganharia versão bi-combustível, com mais 11cv, recebendo o nome de Mille Fire Flex, contando com 66cv de potência a álcool e 65cv a gasolina. Durante esse período, mais precisamente em 2004, a carroceria do Fiat Uno é levemente remodelada, ganhando nova frente e nova traseira, e eliminando o vinco lateral existente nos modelos 4 portas até então.

Em 2006 a Fiat disponibiliza aos compradores do Mille Fire Flex o kit Way, composto de amortecedores de curso mais longo, 4cm a mais de altura livre em relação ao solo, molduras de paralamas exclusivas e soleiras e caixas de roda pintadas em preto fosco.

Em agosto de 2008 a Fiat surpreende o mercado e lança uma versão ainda mais econômica do Fiat Uno (já como modelo 2009) denominada "Mille Economy", com a mesma potência da versão anterior, porém com pequenos acertos que o tornaram 10% mais econômico.

Nos últimos anos, incluindo 2009, o Fiat Uno figura entre os 5 líderes em vendas no País, chegando por várias vezes a ocupar a terceira posição. Um sucesso do mercado automobilístico nacional há mais de 20 anos.

Historia, lemas, Piadas de Carros: História da Inversão do Carro

O primeiro automóvel

O primeiro veículo motorizado a ser produzido com propósito comercial foi um carro com apenas três rodas. Este foi produzido, em 1885, pelo alemão Karl Benz e possuía um motor a gasolina. Depois foram surgindo outros modelos, vários deles com motores de dois tempos, inventado, no ano de 1884, por Gottlieb Daimbler.

Evolução

Algum tempo depois, uma empresa francesa, chamada Panhard et Levassor, iniciou sua própria produção e venda de veículos. Em 1892, Henry Ford produziu seu primeiro Ford na América do Norte.

Os ingleses demoraram um pouco mais em relação aos outros países europeus devido à lei da bandeira vermelha (1862). Esta impunha aos veículos transitar somente com uma pessoa em sua frente, segurando uma bandeira vermelha como sinal de aviso. O Lanchester foi o primeiro carro inglês, e, logo após dele, vieram outros como: Subean, Swift, Humber, Riley, Singer, Lagonda, etc.

No ano de 1904, surgiu o primeiro Rolls Royce com um radiador que não passaria por nenhuma transformação. A Europa seguiu com sua frota de carros: na França (De Dion Bouton, Berliet, Rapid), na Itália (Fiat, Alfa-Romeo), na Alemanha (Mercedes-Benz), já a Suíça e a Espanha partiram para uma linha mais potente e luxuosa: o Hispano-Suiza.

Após a Primeira Guerra Mundial, os fabricantes partiram para uma linha de produção mais barata, os automóveis aqui seriam mais compactos e fabricados em séries. Tanto Henry Ford, nos Estados Unidos da América, quanto Willian Morris, na Inglaterra, produziram modelos como: o Ford, o Morris e o Austin. Estes, tiveram uma saída impressionante das fábricas. Impressionados com o resultado, logo outras fábricas começaram a produzir veículos da mesma forma, ou seja, em série. Este sistema de produção ficou conhecido como fordismo.

No caso do Brasil e também em outros países da América Latina, esta evolução automotora chegou somente após a Segunda Guerra Mundial. Já na década de 30, fábricas estrangeiras, como a Ford e a General Motors, colocaram suas linhas de montagem no país. Porém, foi somente em 1956, durante o governo de Juscelino Kubitschek que as multinacionais automotivas começaram a montar os automóveis. Primeiramente fabricaram caminhões, camionetas, jipes, furgões e, finalmente, carros de passeio. Esta indústria foi iniciada pela Fábrica Nacional de Motores, que era responsável pela produção de caminhões pesados. Posteriormente vieram: automóvel  JK  com estilo Alfa-Romeo, Harvester, Mercedes-Benz do Brasil com seus caminhões e ônibus, a Scania-Vabis e a Toyota.

Logo depois, carros de passeio e camionetas começaram a ser fabricados: Volkswagem, DKW-Vemag, Willys-Overland, Simca, Galaxie, Corcel (da Ford), Opala (da Chevrolet), Esplanada, Regente e Dart (da Chrysler). Todos estes veículos, embora montados no Brasil, eram projetados nas matrizes européias e norte-americanas, utilizando a maioria de peças e equipamentos importados.


Diferente de antigamente, hoje o automóvel possui características como conforto e rapidez, além de ser bem mais silencioso e seguro. Nos últimos anos, os carros vêm passando por inúmeras mudanças, e estas, os tornam cada vez mais cobiçados por grande parte dos consumidores. Todo o processo de fabricação gera milhões de empregos em todo mundo e movimenta bilhões de dólares, gerando lucros para as multinacionais que os fabricam.



Voce sabia?
Comemora-se em 13 de maio o Dia do Automóvel. edson